terça-feira, 25 de junho de 2013

SERÁ QUE UMA NOVA CONSTITUINTE RESOLVE?



O Brasil já teve várias Constituintes e Constituições ! Se o Brasil quer ter uma Constituição séria e que não favoreça a grupos familiares que se perpetuam no poder desde o Brasil Colônia e que perpetuam também os vícios de uma administração pública patrimonialista deve:


- Fazer que todos que trabalham na elaboração das Reformas Constitucionais sejam automaticamente aposentados e não possam exercer mais cargo público algum depois de elaborada as reformas Constitucionais e sejam criados mecanismos e medidas que impeçam deles favorecerem seus descendentes; Ou


- Fazer que estas reformas Constitucionais tenham a contribuição de participação de outros Países de reputação séria (se é que ainda existe) e sejam monitoradas por eles com prestação de contas à nação brasileira, Países estes que estejam entre os melhores no ranking de justiça social, econômica, IDH, menores índices de corrupção, usos sustentado dos recursos naturais, etc...

Precisa ainda permitir que a sociedade civil possa participar deste processo sem que necessariamente as pessoas estejam vinculadas a algum partido político, sindicato, representação estudantil, etc! Criar portanto mecanismos para isto...


Além do mais algo é preocupante: se repete nas reivindicações destes protestos e nas propostas governamentais o mesmo que se repetiu na Constituinte que gerou nossa Carta Magna atual: grupos que protestam e apresentam apenas propostas isoladas, mas ninguém apresenta um projeto de nação para pelo menos 20 anos! Nem mesmo os  governantes e nem os  parlamentares! Eita povo de visão curta...  

terça-feira, 11 de junho de 2013

GOVERNO FEDERAL CRIA A ANATER (AGÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL)





A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) deve contar com 130 funcionários e orçamento estimado para 2014 em R$ 1,3 bilhão, destinado principalmente à contratação de serviços. As áreas prioritárias serão a cadeia produtiva do leite, considerada um potencial pouco explorado, a produção na região do semiárido, com tecnologias de convivência com a seca, e a agricultura orgânica e de baixo carbono.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse que a Anater será um serviço social autônomo, de direito privado e sem fins lucrativos, a exemplo da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos e da Agência de Desenvolvimento Industrial. O Poder Executivo definirá as atividades por meio de contrato de gestão. A Anater poderá ter estatuto próprio de licitações, contratos e convênios. Deverá contratar prestadores de assistência técnica e de auditagem dos serviços.
A presidenta Dilma Rousseff disse que a nova agência dará braços e pernas às tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para aumentar a produtividade. “[A Anater] É um órgão de difusão de tecnologia, concentrado, sobretudo, nos pequenos e nos médios [produtores], porque nós mudamos o patamar. Com tecnologia, se produz, na mesma área, mais e melhor, diminui-se os custos da produção, se adapta e respeita o meio ambiente onde você está”.
O projeto de lei que criará a Anater foi assinado pela presidenta durante o anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 e será encaminhado ao Congresso Nacional em regime de urgência. A presidenta Dilma ressaltou que a relação Embrapa-Anater terá mão dupla, na medida em que os prestadores de serviço de assistência técnica e extensão rural levarão os conhecimentos específicos até os produtores rurais, mas também retornarão com demandas destes agricultores à Embrapa.
Segundo o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, a empresa terá papel importante de trazer outros atores para o processo de assistência técnica, como institutos federais de pesquisa e empresas privadas, e desenvolver novos métodos de transferência tecnológica, além de capacitar profissionais multiplicadores de conhecimento.
“O Brasil tem um grande acervo de conhecimentos prontos para serem levados ao campo: automação, agricultura de precisão, agregar valor à sua produção para que os produtores alcancem mercados cada vez mais rentáveis”. De acordo com Lopes, a capacidade instalada da Embrapa permitirá a capacitação, entre agosto e dezembro, de 4.430 profissionais.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, disse que os agricultores familiares querem discutir com a Embrapa os conhecimentos que serão repassados pela Anater. “Para que não nos coloquem qualquer tecnologia, respeitando as diversidades regionais. Se a agência funcionar como foi dito, vamos dobrar a produção da agricultura familiar e incorporar produtores que não estão produzindo”, disse.
Fonte: Agência Brasil
 


Comentário: Parabéns a nossa Presidente Dilma por esta iniciativa e pelo formato e estrutura organizacional desta agência que terá à frente a EMBRAPA como gestora.

sábado, 8 de junho de 2013

400 ppm de CO2: RECORDE PLANETÁRIO NA ATMOSFERA!



Quais os principais desafios daqui pra frente em um mundo com a atmosfera saturada de gases estufa e emissões ainda crescentes?

Pela primeira vez, em 3 milhões de anos, observatórios internacionais registraram um volume recorde de gases estufa na atmosfera. A Terra registrou 400 partes por milhão de dióxido de carbono, um nível considerado limite pelos cientistas para evitar os piores cenários do clima. Segundo o painel intergovernamental de mudanças climáticas da ONU, acima de 400 ppm de

CO2 a temperatura média do planeta poderá subir entre 2 e 6 graus centígrados até o final deste século. Entre as muitas consequêcias previstas estão a aceleração do degelo, tempestades mais violentas, graves impactos sobre a biodiversidade e milhões de refugiados ambientais que terão que buscar um outro lugar pra viver.

O Cidades e Soluções vai discutir este marco em um programa especial, com os entrevistados Sérgio Besserman (economista da FGV, professor da PUC, assessor especial da Prefeitura do RJ e especialista em mudanças climáticas) e Roberto Schaeffer (Professor de Planejamento Energético da COPPE e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU).
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um rascunho do documento com os 10 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.  O texto ainda é um esboço das metas que devem ser alcançadas a partir de 2015. A proposta foi desenhada por um grupo internacional de especialistas de diversas áreas e ficará aberta para consulta pública até o dia 22. Para vê-lo, acesse o site www.unsdsn.org/resources/draft-report-public-consultation.  As sugestões poderão ser incorporadas em um texto que será analisado pela Assembleia Geral da ONU, em setembro deste ano. A definição dessas metas era esperada como resultado da conferência do Rio no ano passado. O documento parte das diretrizes do texto da Rio+20 e, assim como ele, traz metas bem genéricas que devem entrar em vigor a partir de 2015 porque é quando termina o prazo para serem atingidos os objetivos do desenvolvimento do milênio, estabelecidos pela ONU. E os temas são os mais diversos:
1 – erradicar a pobreza extrema, inclusive a fome
2 – alcançar o desenvolvimento dentro dos limites planetários
3 – assegurar o aprendizado efetivo de todas crianças e jovens para a vida e a subsistência
4 – alcançar a igualdade de gêneros, a inclusão social e os direitos humanos
5 – alcançar a saúde e o bem-estar para todas as idades
6 – melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural
7 – tornar as cidades mais inclusivas, produtivas e resilientes
8 – refrear as mudanças climáticas e garantir energia limpa para todos
9 – proteger os serviços ecossistêmicos, a biodiversidade e a boa gestão dos recursos naturais
10 – ter uma governança voltada para o desenvolvimento sustentável.

Já em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo dos mais reconhecidos especialistas de todo o mundo no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), concluiu que o aumento a partir de 2°C na temperatura média do planeta já ocasionaria mudanças significativas no clima global.
Efeitos como o degelo nas áreas polares e o aumento do nível dos oceanos, até a maior frequência e gravidade de eventos climáticos extremos e por consequência refugiados ambientais, seriam então sentidos – principalmente pelos países e pessoas mais pobres, sem recursos para prevenir e remediar tais problemas.
A elevação da temperatura média do planeta revela inúmeras implicações, como a migração de quem vive nas regiões costeiras, por conta do aumento do nível dos oceanos; a suspensão do abastecimento regular de água nos períodos de estiagem em países como China, Índia e Peru, devido ao degelo das cordilheiras dos Andes e Himalaias; perdas de espécies marinhas pela acidificação e aumento de temperatura dos oceanos – com reflexos sociais e econômicos àqueles que sobrevivem da pesca.
Além disso, a recorrência de fenômenos como furacões, ciclones, tornados e secas provavelmente evidenciará a urgência na definição de medidas de controle e redução das emissões, tais como protocolos de segurança e alertas meteorológicos. No Brasil, imagine quantos prejuízos não causaria a alteração do regime de chuvas.
Para que tudo isso ocorra, basta, concluíram os cientistas, que a concentração de gás carbônico (CO²) na atmosfera atinja 400ppm (partes por milhão)! A partir desse marco, passa a ser certo o aumento de no mínimo 2ºC. Pois, adivinhem: a humanidade atingiu o número alarmante, no último dia 9 de maio, conforme anunciou a ONU! Isto quer dizer que a cada 1 milhão de moléculas na atmosfera, 400 são de dióxido de carbono. O indicador deveria ser ouvido como um grito de socorro.
Segundo o IPCC, permanecer nesse ritmo progressivo de emissões pode vir a significar um aumento de até 6,4 ºC graus na temperatura média do planeta até o final do século. Os 10 anos mais quentes desde 1880, ocorreram, justamente, a partir de 1996.
Os céticos do clima diriam que a Terra já passou por outros momentos de mudanças climáticas. Ainda que a discussão possa parecer legítima (dependendo da intenção de quem defende que o aquecimento global não existe), é fato reconhecido pelo IPCC que a rapidez das mudanças do clima de agora nunca antes foram registradas e que as causas – pasmem! - são as atividades humana.
A humanidade não se satisfaz com a capacidade do planeta em absorver 5 bilhões de toneladas por ano de gases de efeito estufa. A quantidade de gases emitidos em 2008, por exemplo, foi de 7,9 bilhões de toneladas pela queima de combustíveis fósseis e 1,5 bilhão de toneladas por desmatamentos. O excedente de 4,4 bilhões de toneladas está acumulado, intensificando a retenção de calor.
Enquanto na atmosfera terrestre se acumulam os 400 ppm, as emissões não estão diminuindo, pelo contrário, só aumentam. E, o Protocolo de Quioto (1997)... Esse alerta continuará a ser, simplesmente, ignorado? O que os governos, empresas e cidadãos estão efetivamente fazendo para reduzir suas emissões de Gases de Efeito Estufa?
Mudanças são essenciais para que haja, no mínimo, o controle desse quadro. Chegou-se a um ponto irreversível, já se sabe que efeitos serão sentidos. A questão passou a ser minimizar a gravidade da situação e as providências precisam caminhar em direção à adaptação da sociedade ao novo contexto.
Aprender a fazer mais com menos e cultivar novos padrões de consumo são lições importantes para a geração atual aprender e talvez o maior legado para as futuras gerações, já prejudicadas pelas ações de seus antepassados.
Justamente quando deveria acabar, a lacuna entre discurso e prática se mostra mais evidente. Governos, é essencial adotar medidas imediatas, como a criação de restrições quanto às altas emissões, a imposição obrigatória de gases de efeito estufa, o incremento de áreas verdes, o desestímulo ao automóvel, planejamento urbano, estímulo às fontes alternativas de energia, entre outros inúmeros ingredientes que possam garantir mais qualidade ambiental (e vida) no planeta. Com a receita em mãos, o próximo passo é arregaçar as mangas.


Fonte: Mundo Sustentável / Máster Ambiental

sábado, 1 de junho de 2013

PLANTAS LUMINESCENTES PODERÃO SUBSTITUIR LÂMPADAS

 
Foto: Universidade de Cambridge

Criar plantas luminescentes para iluminar cômodos domésticos e ruas sem lâmpadas elétricas pode ser uma realidade num futuro mais próximo do que você imagina. O KickStarter, site norte-americano de financiamento coletivo, tem um projeto baseado nessa ideia - trocar as lâmpadas atuais por plantas que emitem luz.


Esse sistema, mais eficiente, seria baseado em biologia sintética, engenharia genética e biotecnologia. Os cientistas querem aproveitar a bactéria Vibrio fischeri, um organismo "primo" da bactéria causadora do cólera.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Cambridge identificou genes de interesse no Vibrio fischeri. Genes de interesse são a parte do genoma da bactéria que poderá ser usada para manipular geneticamente as plantas escolhidas. Os pesquisadores ressaltam que essas plantas ainda geram baixa luminosidade, mas ao melhorá-las geneticamente isso pode ser potencializado.

Avanços na biotecnologia irão resolver problemas ambientais, como a emissão crescente dos gases causadores do efeito-estufa por causa da necessidade humana por energia e a poluição gerada pela produção das lâmpadas usadas atualmente. Isso poderia atenuar o problema das mudanças climáticas. Curtiu a ideia? (vi no New York Times).

Fonte: YAHOO