quarta-feira, 11 de março de 2015

EIA AÍ O PROJETO-PILOTO DE PRIMEIRA CIDADE 100% SUSTENTÁVEL...

Como será a primeira cidade 100% sustentável do planeta?


Ela empregará apenas energias renováveis, reutilizará todo o lixo que produz, terá apenas transporte público (movido a eletricidade) e neutralizará toda a sua emissão de gás carbônico. Parece sonho, mas está virando realidade desde 2008, em um deserto nos Emirados Árabes Unidos, a 30 km da capital, Abu Dhabi

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Laura Capanema - Mundo Estranho - 08/2014
design Thales Molina
Por enquanto, Masdar (fonte, em árabe) é apenas um canteiro de obras em torno de seis prédios e uma universidade, mas, até 2030, quando ficar pronta, seus 6 km2 abrigarão 40 mil pessoas e apenas empresas não poluidoras. O custo do projeto será de cerca de US$ 22 bilhões.

Movida a sol e vento
Como a região recebe quase 12 horas diárias de sol,usinas solares com imensos painéis foram distribuídas estrategicamente ao redor do empreendimento. Uma torre de energia eólica de 45 m (o equivalente a um prédio de 15 andares) captará as correntes de ar frio e também informará aos moradores a quantidade de energia consumida no dia.
O pedestre é rei
Todos os veículos serão públicos, elétricos e automatizados e só circularão no subsolo. Por meio de totens eletrônicos, qualquer um poderá solicitar um carro para até quatro pessoas. Aí, é só digitar o endereço de destino no computador de bordo. Haverá também transporte coletivo em trilho suspenso, com partidas rumo a Abu Dhabi a cada meia hora.

Vá pela sombra
Quem planeja uma cidade do zero tem a vantagem de poder "mexer" nos seuselementos climáticos. Para aproveitar a brisa do deserto, Masdar será erguida sobre uma elevação de 7 metros. E, para evitar a incidência do sol escaldante da região, as ruas serão estreitas, potencializando a canalização do vento e a formação de sombras.

Coração e cérebro
A obra está crescendo em torno do Instituto de Ciência e Tecnologia, um prédio de 163 mil m2, que abriga um braço do aclamado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) dos EUA. Ela reúne pesquisadores e professores interessados em aprimorar assoluções de sustentabilidade. Já conta com 337 estudantes de 39 países (incluindo brasileiros).

Prédios espertos
Até a arquitetura dos prédios é controlada. Eles terão design inteligente, altura máxima de 40 metros e painéis solares no telhado. Elementos estruturais comomadeira certificada e paredes duplas facilitarão o isolamento térmico. Serão abastecidos com água do mar da Arábia dessalinizada, reaproveitada após o uso.

Projeto com grife
O projeto urbanístico, encabeçado pelo famoso arquiteto inglês Norman Foster, inclui estações de tratamento de água e esgoto e centros de reciclagem. As diversas áreas arborizadas darão preferência a espécies que produzem biocombustíveis. A praça central terá toldos que vão abrir e fechar ao longo do dia, de acordo com a temperatura.

Polo corporativo
Uma das razões para os Emirados construírem Masdar é "limpar a consciência": atualmente, o país depende muito do petróleo abundante em seu território e tem uma das maiores taxas per capita de consumo de energia. A cidade pretende atrair até 1.500 empresas sustentáveis com um pacote de incentivos. General Electric, Mitsubishi e Siemens já estão confirmadas.

A terra há de comer
Masdar já recicla 86% dos resíduos da própria construção. A madeira é picada e aplicada em áreas ajardinadas e o concreto é moído e reutilizado no preenchimento do solo. Para restos orgânicos, a comunidade terá usinas públicas de compostagem, cujo adubo será usado nas áreas verdes. Moradores também receberão composteiras domésticas.

Fontes: Sites BBC, EXAME, Masdar e Foster and Partners

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

LIVRO: PLANEJAMENTO, IMPLANTAÇÃO, MONITORAMENTO E MANUTENÇÃO DE ARBORIZAÇÃO URBANA


Sinopse

O livro “Planejamento, Implantação, Monitoramento e Manutenção de Arborização Urbana” apresenta de forma simples a necessidade de implementação no espaço urbano de um Programa de Implantação, Manutenção e Substituição de Arborização Urbana (PIMS) e suas características, incluindo aspectos paisagísticos gerais a serem observados neste PIMS. Aborda outros temas tais como os cuidados a serem observados para o plantio de árvores em vias públicas, lista com as principais espécies usadas em arborização urbana, os principais tipos de podas que são realizadas em árvores localizadas em espaço urbano, os critérios de seleção das árvores a serem podadas e substituídas no espaço urbano. Também aborda sobre os equipamentos de proteção necessários para a atividade de poda, assim como os equipamentos de poda, os cuidados necessários e a técnica correta de poda destas árvores e a legislação sobre uso de E.P.I. e motosserra, etc. Agradecemos à Associação Nordestina de Engenheiros Florestais (ANEF) e à Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais (APEEF) pelo apoio e divulgação desta publicação.

Palavras-chave: arborização, poda, urbana

DISPONÍVEL (CLUBE DE AUTORES): http://www.clubedeautores.com.br/book/142675--Planejamento_Implantacao_Monitoramento_e_Manutencao_de_Arborizacao_Urbana#.VMZXJ9LF91Y

domingo, 18 de janeiro de 2015

WORKSHOP TEMÁTICO: CADEIA PRODUTIVA DA BIOMASSA FLORESTAL PARA ENERGIA



WORKSHOP TEMÁTICO “CADEIA PRODUTIVA DA BIOMASSA FLORESTAL PARA ENERGIA (PROGRAMAÇÃO)
OBJETIVO:
Socializar informações sobre a Cadeia Produtiva da Biomassa Florestal para Energia do Estado de PE por meio de discussões sistematizadas, de forma a elencar o atual quadro da cadeia produtiva e suas prospectivas, com vistas a subsidiar o PPGCF/UFRPE, na identificação de suas potencialidades, fatores críticos e oportunidades.
PRODUTO:
O produto será exclusivamente destinado ao PPGCF, o qual se encarregará do tratamento dos dados e posterior disponibilização por meio de suas produções acadêmicas.
DATA E LOCAL:
Dia 20 de janeiro de 2015, previsão de início 08h30
Hotel Mercure Recife, Rua Estado de Israel, 203 – Ilha do Leite/Recife-PE
PROGRAMAÇÃO: (SUJEITO À ALTERAÇÕES)
Horário / Atividade
08H30 – 09H00
Abertura
Engº Florestal Josemário Lucena da Silva – Presidente da APEEF
Engº Civil Alexandre Santos – Presidente do Clube de Engenharia de PE
Autoridades presentes
09h00 – 09h20
Palestra - “Florestas energéticas de Eucalyptus: Possíveis contribuições de para a Cadeia Produtiva do Gesso no Araripe PE” – José Antônio Aleixo da Silva, PHd – PPGCF/URFPE (CONFIRMADO)
09h20 – 09h40
Palestra “Cadeia Produtiva da Reposição Florestal” – Severino Rodrigo R. Pinto, DSc – CEPAN (CONFIRMADO)
09h40 – 10h00 Coffee Break
10h00 – 11h00
Apresentação dos resultados parciais de pesquisa institucional, desenvolvida pelo PPGCF/UFRPE (síntese da análise de percepção dos técnicos, em relação à dinâmica dos PMFs em PE) – Waldinilson Barbosa, Discente do PPGCF/UFRPE
11h00 – 12h30
Atividade de socialização (análise prospectiva da Cadeia da Biomassa Florestal para energia PE) – Anália Carmem S. de Almeida, MSc - ANEF
12h30 – 13h00
Almoço (no local às expensas da organização do evento)
13h00 – 15h00
Socialização dos resultados da análise prospectiva
15h00
Encerramento

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MUDANÇAS CLIMÁTICAS ESTÃO ALTERANDO A FLORAÇÃO DAS PLANTAS...

‘Período de floração de certas árvores está desregulado’, indica especialista
Quem aguçar os sentidos, como a visão e o olfato, vai perceber que muitas árvores estão em estágio de floração. O cardápio de cores e cheiro pelo Centro de Caruaru, no Agreste pernambucano, é vasto. É que o período de floração de algumas árvores está desregulado. É o que afirma o biólogo Alexandre Henrique: “elas dependem de clima, temperatura, chuva, luminosidade. Com a poluição, o homem jogando muito gás carbônico, a gente mexeu com a temperatura, e elas estão florando em um período inadequado”.
O especialista indica que o ipê roxo que há no pátio da Fundação de Cultura, por exemplo, deveria florar entre os meses de junho e agosto. Já o jasmim-manga que há em frente à Catedral, é originário do México e deveria florar entre setembro e novembro. Na Avenida Agamenon Magalhães, no Bairro Maurício de Nassau, as cores fortes do flamboyant, que deveriam começar a aparecer em outubro e a desaparecer neste mês de janeiro, se mostram ainda vívidas.
O ipê amarelo deveria florar só até outubro. Também com cores amarelas, a canafístula que há em frente ao Ministério Público do Trabalho geralmente flora entre setembro e outubro, mas o processo está ocorrendo em janeiro.
As árvores deixam as ruas mais bonitas e exalam um perfume com o cheiro da natureza. “Achei linda, maravilhosa, dá outra vista aqui na rua e tem outra: árvore é sempre uma vida, não é?, destaca a aposentada Erenice Morais. Já a funcionária pública Eliane Zacarias, complementa: “realmente encanta, acalma e até alivia o estresse”.

Mas, esse espetáculo que chama a atenção, na verdade é feito para atrair outros seres. É como se fosse uma espécie de namoro. O romântico beija-flor parece admirar as cores das flores roxas do ipê. Aos poucos ele vai em busca do néctar, se alimenta e acaba ajudando na reprodução das plantas. “Ela flora, as cores e o cheiro servem para atrair pássaros, para a questão da reprodução. Ele vai pegar o néctar e, ao mesmo tempo, o pólen vai ser espalhado”, detalha também o biólogo. 
Fonte: G1/Ambientebrasil

domingo, 21 de dezembro de 2014

COMO O BRASIL PODE COOPERAR COM REDUÇÃO DE CO2...

OP-20: Energia e agropecuária são setores-chave para Brasil reduzir emissões

O Brasil terá que focar nos setores de energia e agropecuária para reduzir a emissão de gases poluentes que causam o efeito estufa, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Os dois setores são responsáveis pelo crescimento da emissão desses gases e, para que haja mudança significativa, deverão ser priorizados no compromisso que será elaborado pelo país, seguindo o que foi acordado na Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP-20), que terminou neste final de semana, em Lima, no Peru.
A COP-20 aprovou o rascunho de um acordo de redução de emissões de gases de efeito estufa, que deve ser a base para um pacto global histórico no próximo ano, em Paris. O projeto foi delineado por delegados de 195 países, que devem anunciar, nos próximos meses, seus compromissos para reduzir as emissões globais entre 40% e 70% até 2050, com a necessidade de limitar o aumento da temperatura global a 2 graus Celsius (2ºC).
“A redução do desmatamento foi muito significativa nos últimos dez anos, o problema deixa de ser o desmatamento e passa a ser agricultura e energia. O Brasil terá que pensar nisso”, diz o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).
No ano passado, o Brasil emitiu cerca de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente, o que representa aumento de 7,8% em relação a 2012 e o maior valor registrado desde 2008. O setor de mudança de uso do solo corresponde a 35% do total das emissões. O setor de energia responde por 30% das emissões totais, seguido pelo setor agropecuário (27%), o industrial (6%) e o setor de resíduos (3%). Os números são do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de efeito estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima.
O SEEG aponta o incremento no uso de energia termoelétrica de fontes fósseis e do consumo de gasolina e diesel como um dos principais responsáveis pela reversão da tendência da última década. Para o coordenador de mudanças climáticas e energia da organização não governamental WWF-Brasil, André Nahur, a questão é preocupante por serem, estas formas de geração de energia, umas das principais plataformas de desenvolvimento adotadas pelo país. “Para que mudanças sejam implementadas é preciso vontade política de explorar energia eólica, solar. O que tem é um entrave político de resoluções que criam dificuldade para que esse tipo de energia consiga crescer bastante”, diz.
Para Luiz Pinguelli e André Nahur, o documento aprovado é uma avanço no que diz respeito à necessidade de todos os países participarem do esforço de redução da emissão de gases que causam o aquecimento do planeta. Os planos de redução serão diferenciados, já que os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica pela poluição. No entanto, a questão do financiamento dos países mais ricos para ajudar os países em desenvolvimento deixou a desejar. No relatório final, consta que o montante a ser destinado à ajuda é facultativo.
“Chegou-se a um acordo, é um avanço importante, mas deixa um grande caminho a ser percorrido no ano que vem”, avalia Nahur. “Um dos princípios da convenção é que os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica e, portanto, devem ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a reduzir as emissões e se adaptarem às mudanças climáticas. É um tema importante que acabou não sendo contemplado plenamente no documento final”, acrescenta.
“Foi um avanço que prepara o caminho para Paris, mas a convenção avança lentamente, mas pode melhorar. Continuamos correndo atrás do limite de aumento de temperatura de 2ºC e isso não está resolvido”, diz Pinguelli. 
Fonte: Agência Brasil/Ambientebrasil