segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SINAIS DE RADIAÇÃO DA USINA JAPONESA DE FUKUSHIMA CHEGAM À COSTA DA CALIFÓRNIA

Terremoto e tsunami em Fukushima afetaram a central nuclear em 2011
Foto: Forbes.com


O acidente radioativo que aconteceu em 2011 em Fukushima, no Japão, ainda causa consequências à região. No entanto, aparentemente, chegou a hora dos EUA começarem a se preocupar com tal radiação, que pode estar alcançando a costa da Flórida, por meio do Oceano Pacífico. As informações são do blog IFL Science.
Segundo a publicação, baixos níveis de césio radioativo foram localizados nas águas da região da Califórnia. Apesar de pequena, a contaminação pode causar alguns danos à fauna e à flora do local. No entanto, o nível ainda não é preocupante.
"Mesmo se alguém passar um ano nadando nas águas da Califórnia, a dose de radiação ainda será mil vezes menor que aquela a qual estamos submetidos no dentista, por exemplo", diz Ken Buesseler, um químico marinho que estuda o caso.
Mas Buesseler alerta que o caso demanda cuidados do governo americano, pois o nível de radiação pode aumentar, se acumulando. "É preciso o acompanhamento dessa contaminação radioativa", afirma.
De acordo com as pesquisas, não foram encontrados sinais de radiação nas praias dos Estados Unidos ou do Canadá, sendo que a contaminação na região da Califórnia acontece no mar aberto, longe do alcance de banhistas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A ÁGUA DOCE CONTINUA DIMINUINDO NO BRASIL...

Nível de água dos principais reservatórios do país é o mais baixo desde 2001

A falta de chuvas dos últimos meses fez com que o volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas que operam nas regiões Sudeste e Centro-Oeste atingisse na terça-feira (21) o nível mais baixo desde 2001, ano em que o país foi obrigado a adotar o racionamento de energia. Fontes de abastecimento hídrico das principais usinas geradoras de eletricidade do país, os reservatórios atingiram, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), 20,93% de sua capacidade máxima nessa terça-feira. Na mesma data de outubro de 2001, o volume registrado atingia 21,39% do limite máximo.
Há duas semanas, a ONS divulgou uma projeção apontando que, caso a estimativa de chuvas para os próximos dias se confirme, o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste continuará caindo e chegará, em 31 de outubro, a apenas 19,9% da capacidade máxima, o mais baixo percentual registrado desde 2000.
Nas duas regiões, as chuvas dos últimos dias foram insuficientes para alterar esse quadro. Nos reservatórios de Ilha Solteira e de Três Irmãos, no noroeste paulista, os níveis de armazenamento chegaram a zero – o que não significa que o rio tenha secado ou que as usinas tenham deixado de operar, embora o façam com restrições.
A situação é preocupante também na Região Nordeste. Na média, os reservatórios operavam, ontem, com apenas 17,5% de sua capacidade máxima. Abastecida pelas águas do Rio São Francisco, o reservatório da Usina de Sobradinho (BA) armazenava apenas 23,7% de seu limite máximo. Já as usinas de Luiz Gonzaga (BA/PE) e de Três Marias (MG) tinham, respectivamente, 17,7% e 3,5% da capacidade de armazenamento.
Repetidas vezes, autoridades do governo federal afirmaram que não há risco de desabastecimento de energia, pois o Sistema Interligado Nacional é “estruturalmente equilibrado” e “dispõe das condições para garantir o abastecimento nacional”, conforme nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em setembro. Uma das medidas adotadas para compensar a eventual queda de geração das usinas hidrelétricas, complementando-a, é o acionamento das usinas térmicas – mais caras. 
Fonte: Agência Brasil/Ambientebrasil
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

MUDANÇAS CLIMÁTICAS CAUSA ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS...

Acidificação dos oceanos cresce 26% nos últimos 200 anos, diz relatório

O pH dos oceanos aumentou 26% em média nos últimos 200 anos, ao absorver mais de um quarto das emissões de CO2 geradas pela atividade humana, adverte um relatório publicado nesta quarta-feira (8), em Seul.
Pesquisadores ligados à Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) analisaram centenas de estudos existentes sobre este fenômeno para redigir o documento que apresentaram em Pyeongchang (Coreia) por ocasião da 12ª reunião da convenção das Nações Unidas sobre a proteção da biodiversidade.
O relatório destaca a gravidade do fenômeno, que apresenta uma rapidez sem precedentes e um impacto muito variado, que seguirá aumentando nas próximas décadas. “É inevitável que entre 50 e 100 anos as emissões antropogênicas de dióxido de carbono elevem a acidez dos oceanos a níveis que terão um impacto enorme, quase sempre negativo, sobre os organismos marinhos e os ecossistemas, assim como sobre os bens e serviços que proporcionam”, destacam os cientistas.
A acidez dos oceanos varia naturalmente ao longo do dia, das estações, do local e da região, mas também em função da profundidade da água. “Os ecossistemas das costas sofrem uma maior variabilidade do que os que estão em alto mar”, destacam os pesquisadores.
Alguns trabalhos revelam que a fertilização de certas espécies é muito sensível à acidificação dos oceanos, enquanto outras são mais tolerantes.
Os corais, moluscos e equinodermos (estrelas do mar, ouriços e pepinos do mar, por exemplo) estão particularmente afetados por esta mudança, que reduz seu ritmo de crescimento e sua taxa de sobrevivência, mas algumas algas e microalgas podem se beneficiar, do mesmo modo que alguns tipos de fitoplânctons.
O relatório destaca o impacto sócio-econômico já visível em algumas regiões do mundo: na aquicultura do noroeste dos Estados Unidos e na criação de ostras.
Os riscos para as barreiras de coral nas zonas tropicais também são uma “enorme preocupação, já que envolvem a subsistência de 100 milhões de pessoas, que dependem destes habitats”.

Segundo os pesquisadores, “apenas a redução das emissões de CO2 permitirá deter o problema”. 
Fonte: G1/Ambientebrasil

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PELA PRIMEIRA VEZ EM 514 ANOS DE HISTÓRIA DO BRASIL A NASCENTE DO RIO SÃO FRANCISCO SECOU! E AINDA TEM GENTE QUE NÃO ACREDITA EM MUDANÇAS CLIMÁTICAS E NOS SEUS EFEITOS QUE ESTAMOS JÁ VIVENDO...

Nascente do Rio São Francisco secou

Sugestão de Carlos Alberto Cândido
do G1
'Nunca vi essa situação em toda a história', afirmou Luiz Arthur Castanheira.
Bacia abrange 5 estados; biodiversidade está ameaçada, diz especialista.
Caroline Aleixo e Carolina Portilho * Do G1 Centro-Oeste de Minas
 
O diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, Luiz Arthur Castanheira, disse em entrevista ao G1 na tarde desta terça-feira (23) que a nascente do Rio São Francisco, situada em São Roque de Minas, secou. Segundo Castanheira, essa nascente é a principal de toda a extensão do rio, que tem 2.700 km. O São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro, e sua bacia hidrográfica abrange 504 municípios de sete unidades da federação – Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás e Distrito Federal. Ele nasce na Serra da Canastra, em Minas, e desemboca no Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe.
Nascente Rio São Francisco (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)Principal nascente do rio está seca (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
Segundo Castanheira, o motivo é a estiagem. "Essa nascente é a original, a primeira do rio e é daqui que corre para toda a extensão. Ela é um símbolo do rio. Imagina isso secar? A situação chegou a esse ponto não foi da noite para o dia. Foi de forma gradativa, mas desse nível nunca vi em toda a história”, afirmou.
Rio São Francisco (Foto: Bacia abrange mais de 500 municípios de sete estados)
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, disse ao G1 que, embora a notícia ainda não tenha chegado oficialmente ao conhecimento do comitê, não causa surpresas em virtude de essa ser uma das estiagens mais graves desde que foi iniciado o acompanhamento histórico do rio. Para ele, a situação é preocupante, já reflete no nível das barragens e ameaça a biodiversidade do São Francisco.
“Isso não é comum, é preocupante. Não há dúvida de que algo em grande escala está mudando em nosso ecossistema. As principais barragens do Alto São Francisco, que são a de Três Marias e Sobradinho, estão sendo ameaçadas e se aproximam do limite de volume útil de água. Ou seja, a água dos principais afluentes está chegando ao nível zero, e a biodiversidade do rio está comprometida, além de a qualidade do rio estar se deteriorando", explicou Miranda.
O volume útil da Represa de Três Marias, que é a primeira barragem construída ao longo do rio, chegou a registrar 6% nesta semana. A de Sobradinho, 31%. “São níveis baixíssimos e que causam impactos catastróficos, como já vem ocorrendo no Baixo São Francisco. Com o nível baixo, o oceano está invadindo o rio e salinizando a água doce”, concluiu Miranda.
Ele ressaltou que, apesar de a nascente em São Roque de Minas, no Centro-Oeste do estado, não ser determinante para o volume de água da bacia, ela serve como um "termômetro", uma vez que o nível dos reservatórios da região é fundamental para o São Francisco.
Soluções
O presidente do Comitê da Bacia do rio diz que não se pode contar com o período mais úmido que deve vir após outubro. Ele defende que, independente das mudanças climáticas, a questão é emergencial e, para ser amenizada, deve-se mexer no modelo da bacia enérgica do São Francisco, realizando um grande pacto das águas.
Anivaldo Miranda pontuou ainda que o poder público deve tratar a bacia hidrográfica com prioridade por ser uma das principais do Brasil e estar entre as mais vulneráveis. “O rio atravessa quase 1 milhão de quilômetros quadrados de região semiárida, atende a região nordeste e grande parte de Minas, onde há grande vulnerabilidade hídrica”, afirmou.
Diante dessa situação crítica, que na visão do especialista começou a se agravar em abril do ano passado, o Comitê da Bacia do São Francisco vai realizar audiências públicas com pessoas diretamente ligadas à bacia. O diálogo terá duração de 18 meses e será feito com o governo federal, municípios, usineiros, mineradores, pescadores, população nativa das comunidades ribeirinhas e comunidade civil. O objetivo das audiências será discutir sobre o futuro da bacia e apresentar a urgência de investir na recuperação hídrica do São Francisco.
Nascente Rio São Francisco (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)Principal nascente que secou fica na cidade mineira de São Roque de Minas (Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
Incêndios
Para piorar a situação, a seca tem causado vários focos de incêndio no Parque Nacional da Serra da Canastra nos últimos meses – levando à utilização da pouca água do São Francisco para apagá-los. Em julho, o fogo devastou cerca de 40 mil hectares de vegetação nativa. “Combatemos as chamas usando água do parque, mas isso não foi o fator mais agravante. O que pesa mais é a seca, a falta de chuva. Corre pouquíssima água, e essa realidade é triste”, disse o diretor do parque. O incêndio mais recente durou quatro dias e, pouco depois, outros focos foram registrados.
A estiagem deste ano ocorre em todo o país há vários meses, exceto na região Sul. Em Minas, diversas regiões enfrentam o problema da seca, entre elas cidades do Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Centro-Oeste do estado, que já chegaram a decretar situação de emergência pelo desabastecimento e a multar moradores flagrados desperdiçando água.
E as previsões são pouco animadoras. A primavera começou às 23h29 desta segunda-feira (22) e, de acordo com o meteorologista Marcelo Pinheiro, da empresa Climatempo, a tendência é que na estação a temperatura fique de 2ºC a 3ºC acima da média nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. No Sul, a temperatura pode ficar até 3ºC acima da média.
Além disso, a primavera deve ser caracterizada por temperaturas um pouco acima do normal e chuvas dentro da média na maior parte do país – porém ainda insuficientes para resolver o problema de falta d’água nos reservatórios. Especificamente para a região afetada pela seca no Centro-Oeste de Minas Gerais, a previsão é de que o período de chuvas só comece em outubro.

*Colaboraram Palmira Ribeiro e Anna Lúcia Silva
Fogo deve ser erradicado nesta quarta-feira  (Foto: Edvaldo Fausto/Divulgação)Incêndio no parque no dia 8 desse mês controlado com apoio de aeronaves (Foto: Edvaldo Fausto/Divulgação)
Fonte: http://jornalggn.com.br/fora-pauta/nascente-do-rio-sao-francisco-secou

sábado, 13 de setembro de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL PODE LIBERAR CARBONO RETIDO NOS SOLOS...

 (Foto: Pat Dumas/flickr/creative commons)
Uma equipe de pesquisadores fez uma descoberta alarmante: com o aumento de temperatura ocasionado pelo aquecimento global, a decomposição realizada por comunidades microbianas no solo pode se acelerar, lançando ainda mais gases de efeito estufa na atmosfera. Os cientistas estimam que atualmente 60 bilhões de toneladas de dióxido de carbono já sejam liberadas dessa forma, e que a quantidade total de CO2 retida nas terras do planeta equivalha a quatro vezes aquela sequestrada pelas plantas.
“Porque os solos armazenam mais do que o dobro de carbono do que a atmosfera, mudanças nas taxas de decomposição e liberação de dióxido de carbono do solo podem ser muito importantes”, diz Kristiina Karhu, principal autora do estudo. O artigo que foi publicado semana passada na revista Nature concluiu que, neste cenário, a capacidade do solo de sequestrar carbono pode ser fortemente reduzida ou até eliminada.
Os cientistas coletaram amostras de diferentes regiões geográficas e climáticas, variando desde o Ártico até a Floresta Amazônica. Eles constataram que os solos cultivados não demonstraram variação nas taxas de decomposição, já na terra de regiões árticas ela foi fortemente estimulada – o que é preocupante, pois é justamente nos ecossistemas polares que a temperatura aumenta mais rapidamente.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2014/09/aquecimento-global-pode-liberar-carbono-retido-nos-solos.html